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EDIÇAO 12

E12 ODONT01 – ETIOLOGIA MULTIFATORIAL DAS RECESSÕES GENGIVAIS: UMA REVISÃO DE LITERATURA

Rosimar Solange de Matos Bicalho ¹
Carla Viviane Gomes ¹
Rafael Paschoal Esteves Lima ²

 

RESUMO: A recessão gengival é uma condição clínica indesejada que resulta na migração apical da margem gengival e, concomitantemente, ocorre a exposição da superfície radicular no meio bucal. Diante disso, ocorrem comprometimentos estéticos e funcionais. A literatura apresenta vários fatores relacionados à etiologia das recessões gengivais, dentre estes se destacam: predisponentes e precipitantes. Como prevenção de tal evento é fundamental a identificação dos mesmos. Portanto, este trabalho tem por objetivo relacionar evidências científicas disponíveis nas bases de dados, as quais forem relacionadas com as recessões gengivais, possibilitando o profissional identificar tal etiologia precocemente, no intuito de controlar a evolução e prevenir a migração apical da margem gengival.

PALAVRAS-CHAVE: Recessão. Gengiva. Retração.


1-    INTRODUÇÃO

Segundo a Academia Americana de Periodontologia, a recessão gengival é definida como a migração apical da margem gengival. O que faz com que a superfície radicular se apresente exposta ao meio bucal. Com a evolução da recessão pode ocorrer comprometimento estético, visto que o dente apresenta-se mais longo. Adicionalmente, a mesma pode estar ainda associada a significativo comprometimento funcional, pois estruturas importantes do periodonto de proteção (gengiva) e do periodonto de sustentação (ligamento periodontal, cemento e osso alveoloar) são perdidas (AAP, 2001).

Marinho et al. (2007) relata que devido à exposição do cemento, a recessão gengival pode ocasionar consequências como, por exemplo: maior susceptibilidade à cárie radicular e hipersensibilidade dentinária. Sendo que em 5% dos indivíduos costuma estar exposta na área da junção amelocementária. Consequentemente, o quadro de hipersensibilidade pode levar o paciente a negligenciar o controle do biofilme, e desse modo há aumento da predisposição de doenças de origem bacteriana, como a cárie e a doença periodontal (MARINHO et al. 2007). A recessão gengival apresenta-se numa etiologia multifatorial e, corriqueiramente, é vista como resultado de uma combinação de fatores (LAPA, 2012).

Fatores locais como: periodontite, posição dentária, oclusão traumática, inserção alta dos freios, bridas ou fibras musculares, deiscências ósseas, pressão labial e reduzida faixa de gengiva inserida, têm sido objeto de estudo sobre a etiologia das recessões gengivais (MARINHO et al. 2007).

Este trabalho tem por objetivo avaliar os vários fatores que atuam na etiologia da recessão gengival. Possibilitando ao profissional identificar tal etiologia precocemente, no intuito de controlar a evolução e prevenir a migração apical da margem gengival.

 

2-    METODOLOGIA

O presente estudo trata-se de uma revisão literária de objetivo exploratório na qual foram avaliados, por meio da literatura pertinente, os fatores etiológicos relacionados à ocorrência de recessões gengivais, analisando e discutindo a importância da relação existente entre os mesmos e seu impacto periodontal. Desse modo, pretende-se compreender as medidas possíveis para sua minimização. Foram realizadas pesquisa nas bases de dados da internet, tais como LILACS e SCIELO, utilizando os termos: recessão gengival, etiologia das recessões gengivais e fatores etiológicos das recessões gengivais. Os artigos foram selecionados por relevância após análise do título, do resumo e/ou do texto integral, incluindo ainda os trabalhos clássicos que agregam conteúdo ao tema.

 

3-    REVISÃO DE LITERATURA

3.1- Fatores etiológicos

A recessão gengival é uma condição frequentemente vista como sendo multifatorial e, normalmente, é vista como resultado de uma combinação de fatores (LAPA, 2012).

Os fatores etiológicos que influenciam o desenvolvimento da recessão gengival são classificados em fatores precipitantes e fatores predisponentes. Os fatores precipitantes incluem a placa bacteriana, o trauma mecânico relacionado com a escovação, a terapia ortodôntica e o trauma químico relacionado como, por exemplo, o tabaco. Os fatores predisponentes incluem características anatômicas locais que favorecem a ocorrência das recessões gengivais como, por exemplo, quantidade e qualidade insatisfatória de gengiva inserida, deiscência óssea, vestibularização, inserção alta do freio e oclusão traumática (LAPA, 2012).

Marinho et al. (2007) relataram que a recessão gengival apresenta etiologia multifatorial e ressaltam que a periodontite, a posição dentária, a oclusão traumática, a inserção alta dos freios e bridas ou fibras musculares, as deiscências ósseas, a pressão labial e a reduzida faixa de gengiva inserida tem sido considerados os principais fatores locais.

De acordo com Yaredes et al. (2006) a recessão gengival corresponde à perda de inserção, resultando em uma posição mais inferior da margem gengival livre, em qualquer parte da superfície da raiz exposta. Pode estar presente em ambos os arcos, nas faces vestibular e lingual e em quaisquer dentes. Alguns fatores têm sido propostos como participantes na etiologia da recessão gengival como o biofilme bacteriano dentário e sua consequente inflamação gengival, a oclusão traumatogênica, o trauma proveniente da escovação ou da inserção alterada do freio labial e características anatômicas locais relacionadas ao posicionamento dentário, espessura da gengiva marginal, altura da faixa de mucosa ceratinizada e tecido ósseo subjacente.

 

3.2- Traumas por escovação

Determinados fatores podem contribuir para o desenvolvimento da recessão gengival diante da presença de traumas durante a escovação, como forma do arco, posicionamento do dente, deficiência alveolar, rigidez das cerdas e movimento da escovação. Quanto mais acentuada a convexidade do contorno do arco dental maior a pressão causada na área e, consequentemente, maior o risco de recessão na presença de escovação traumática. Adicionalmente, dentes vestibularizados recebem mais pressão, assim como apresentam uma tábua óssea mais fina (PERET E COSTA, 1999).

Segundo Yaredes et al. (2006) o trauma durante a escovação dentária contribui para o desenvolvimento e progressão da recessão gengival, sendo que este tem sido abordado de forma constante em estudos epidemiológicos.

Em estudo realizado, Araújo et al. (2007) concluíram que a prevalência de recessão gengival é alta e que a escovação traumática é um dos principais fatores etiológicos para essa perda de inserção. Lapa (2012) enfatiza que o fator escovação traumática é bastante amplo, incluindo a duração da escovação, a frequência de escovação, a força exercida durante a escovação, a dureza das cerdas da escova, a técnica de escovação e a frequência de mudança de escova.

 

3.3- Placa bacteriana e presença de inflamação

Os resultados da investigação de Goutoudi et al. (1997) sobre recessão gengival revelaram que a recessão da margem gengival estava associado com altas taxas de inflamação decorrente da presença do biofilme, com diminuição de espessura de gengiva inserida e queratinizada e com a dureza das cerdas das escovas dos indivíduos.

Grissi et al. (2000), ressaltam que o processo inflamatório representa o principal fator para o desenvolvimento das recessões gengivais, uma vez que é o único responsável pela destruição das fibras colágenas com consequente migração do epitélio juncional.

Segundo Lapa (2012), com a exposição radicular, é frequente um maior acúmulo de biofilme, propiciando a piora do quadro inflamatório e consequente progressão da recessão gengival. Este acúmulo de biofilme pode ocorrer devido a uma hipersensibilidade promovida pela exposição dentinária e consequente dificuldade de escovação. Adicionalmente, o desnivelamento da margem gengival provocado pela recessão dificulta o posicionamento da escova e compromete a efetividade da remoção do biofilme.

Em um estudo que envolveu 49 pacientes com idade entre 20 e 60 anos, Paredes et al. (2008) observaram que os dentes mais afetados pelas recessões gengivais são os incisivos inferiores e que a maior ocorrência das recessões gengivais é na face vestibular. A presença de biofilme foi o principal fator etiológico associado às recessões gengivais e houve um aumento da gravidade das recessões gengivais com o avanço da idade.

 

3.4- Posição dentária

O mau posicionamento dentário tem sido referido por vários autores como fator que pode estar associado ao desenvolvimento de recessão gengival. A posição na qual o dente vai erupcionar na arcada dentária está diretamente associada à quantidade de gengiva em torno do dente. Se o trajeto de erupção resultar numa posição próxima da linha mucogengival haverá pouca ou nenhuma gengiva queratinizada, predispondo à recessão (LAPA, 2012).

Maccomb (1994) observou que a maioria dos dentes com recessão estavam associados a irregularidades como rotação ou deslocamento vestibular e que dentes posicionados vestibularmente tinham menos gengiva inserida em relação aos dentes posicionados lingualmente.

Yared et al. (2006) defendem que dentes que se encontrem vestibularizados ou que tenham sofrido rotação têm maior probabilidade de apresentar recessões gengivais.

 

3.5- Inserção do freio

De acordo com Duarte (2004), os freios podem ser considerados como fatores predisponentes, já que sua presença próxima da gengiva marginal ou com inserção profunda na papila gengival permite a persistência da inflamação gengival por dificultar a higiene da região.

De acordo com Yaredes et al. (2006), quando o freio labial apresentar inserção alta no processo alveolar poderá ocorrer uma redução na largura da faixa de mucosa ceratinizada. Essa condição poderá interferir no processo de escovação, favorecendo o acúmulo de biofilme e a instalação de um processo inflamatório e consequente recessão gengival.

Peacock (1998) afirma que a inserção do freio próximo ou na margem gengival promovendo uma tração excessiva deve ser corrigida cirurgicamente.

 

3.6- Espessura da gengiva inserida

Segundo Miller et al. (1998), um dos fatores mais importantes no aumento do risco de recessão gengival é a presença de uma margem gengival fina.

Alguns autores ressaltam que a espessura da gengiva marginal é um fator significativo no desenvolvimento da recessão, ao contrário da altura da mucosa ceratinizada. O tecido gengival fino e a presença de raízes dentárias proeminentes em relação à cortical óssea alveolar podem contribuir para o agravamento da resposta periodontal ao movimento ortodôntico, dependendo da direção do mesmo (YARED et al., 2006).

Segundo Grissi et al. (2000), o principal fator predisponente à recessão gengival é a espessura da mucosa ceratinizada. A mucosa delgada está associada á uma faixa fina de tecido conjuntivo e um processo inflamatório neste, aumentando a susceptibilidade à degeneração.

 

3.7- Trauma oclusal

De acordo com Novaes et al. (1978), não existe evidência que implique o traumatismo oclusal como causador direto da recessão gengival, mas é possível que o trauma associado ao processo inflamatório possa contribuir para a perda de inserção.

Segundo Grissi et al. (2000), o trauma oclusal representa um fator que pode predispor a recessões gengivais, principalmente quando associado à má posição do dente no arco e à presença de tábua óssea e mucosa delgadas, tornando a área mais suscetível à disseminação do processo inflamatório provocado pelo acúmulo de placa bacteriana.

 

3.8- Terapia ortodôntica

Viazis et al. (1990) realizaram o relato de um caso clínico abordando a recessão gengival no tratamento ortodôntico. Foi concluído neste relato que o movimento ortodôntico é contra indicado se a má higienização for evidente no paciente, já que uma dentição inferior proeminente e uma higienização pobre contribuem para uma recessão gengival generalizada que aparece mais tarde no tratamento.

Manschot (1991) declarou que a partir do momento que o tratamento ortodôntico envolve movimento dentário, uma área localizada de recessão pode ocorrer se esta movimentação for além da tolerância do periodonto. A recessão gengival associada ao tratamento ortodôntico não ocorre apenas devido à ação de forças. Existem relatos de recessões gengivais criadas por iatrogenia na utilização de bandas ortodônticas de borracha que migram apicalmente para o sulco gengival, promovendo um processo inflamatório, perda óssea e subsequente recessão gengival.

 

4-    DISCUSSÃO

A retração da margem gengival com subsequente exposição da superfície radicular é uma condição comumente diagnosticada e, portanto, o aprimoramento do conhecimento sobre os fatores envolvidos na etiologia dessa alteração periodontal é crucial (AAP, 2001). Além da identificação da etiologia faz-se necessário a avaliação da extensão, gravidade e características do defeito para o melhor estabelecimento de uma previsibilidade no tratamento e recobrimento radicular. A classificação de Miller et al. (1985) tem sido amplamente utilizada para esse propósito.

A recessão gengival apresenta uma etiologia multifatorial, onde a associação de fatores anatômicos ou iatrogênicos (fatores predisponentes) e patológicos (fatores primários) culmina na condição clínica citada anteriormente (Grissi et al. 2000). Além disso, outros fatores como: frequência e técnica de escovação e dureza das cerdas, apresentam impacto no desenvolvimento da retração juntamente com a escovação traumática (Lapa 2012).

Não só a escovação traumática, mas também os processos inflamatórios induzidos pelo biofilme estão fortemente associados à recessão gengival. Portanto, a periodontite está claramente associada à perda óssea, migração apical do epitélio juncional e perda de inserção. Do mesmo modo que a gengivite também se relaciona à retração, isso quando fatores predisponentes tais como: tecido gengival delgado, presença de deiscência óssea e inserções de freios e/ou bridas, se fazem presentes. De acordo com Paredes et al. (2008), esses fatores não estão associados diretamente à retração, entretanto favorecem a instalação do processo inflamatório e o desenvolvimento da recessão indiretamente. Complementarmente, a recessão gengival pode estar associada a um quadro de hipersensibilidade dentinária, dificultando a correta higienização e favorecendo a instalação e manutenção de um processo inflamatório e gerando agravamento da retração devido à exposição do cemento (Marinho et al. 2007, Furlan et al. 2007).

Lapa (2012) e Maccomb (1994) acreditam que o mau posicionamento dentário além de favorecer o acúmulo de biofilme e o desenvolvimento de um processo inflamatório gengival, pode influenciar na espessura do mesmo tecido ao redor dos dentes. Sendo que este mesmo tecido quando delgado e de tábua óssea fina tende a predisposição de recessão sempre que houver processo inflamatório instalado.

Segundo Novaes et al. (1978) e Grissi et al. (2000) ressalta-se que o trauma oclusal não está associado diretamente à recessão gengival, ou seja, o trauma sozinho não tem capacidade de causar perda de inserção. Entretanto, quando associado a um processo inflamatório pode apresentar impacto na destruição dos tecidos periodontais.

Logo, os fatores etiológicos associados à retração atuam de forma crônica nos tecidos periodontais. Assim, a prevalência e a gravidade das retrações gengivais tendem a aumentar com a idade.

 

5-    CONCLUSÃO

A recessão gengival é uma condição atribuída a uma soma de fatores, tais como: inflamatórios, anatômicos e/ou iatrogênicos. O processo inflamatório decorrente da presença do biofilme bacteriano é uma constante na etiologia das recessões gengivais, sendo o único fator que por si só pode levar a essa condição clínica abordada ao longo deste trabalho.

 

6-    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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NOTAS DE FIM

1-Alunos do curso de graduação em odontologia do Centro Universitário Newton Paiva. carlavivianeacd@gmail.com

2-Professor do curso de odontologia do Centro Universitário Newton Paiva, especialista, mestre e doutor em periodontia.

rafael.lima@newtonpaiva.br