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EDIÇÃO 7

E7 LETR 22 – A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (EAD) APOIADA NO USO DAS TECNOLOGIAS SÍNCRONAS: uma experiência no ensino-aprendizagem da língua inglesa

Claudia Silveira da Cunhai
Lívia Tucciii

 

Resumo: Este artigo tem por objetivo apresentar o papel fundamental do uso das tecnologias síncronas no processo ensino-aprendizagem da língua inglesa na modalidade de Educação a Distância (EAD). Nesse contexto, este trabalho busca refletir sobre o surgimento, o desenvolvimento, os desdobramentos do ensino a distância e suas possíveis contribuições para a sociedade da informação por meio da incorporação das tecnologias de informação e comunicação (TICs) – as quais apresentam avanços significativos que proporcionam uma nova oportunidade para o ensino-aprendizagem da língua Inglesa. Ainda, apresenta-se a experiência na modalidade de EAD do uso das tecnologias síncronas em um curso de idiomas, cuja sede é em Belo Horizonte, e discorre-se sobre o método de ensino-aprendizagem individual e personalizado implantado e apoiado nos fundamentos da Communicative Approach, que tem por objetivo suprir as carências do ensino presencial e ainda enriquecer o ensino online de idiomas garantindo-lhes uma abordagem mais humana e participativa.

 

Palavras-chave: Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Educação a Distância (EAD).  Ensino online síncrono.

 

A educação sob a ótica das modalidades de ensino: um caminho sem volta

À medida que a sociedade se transforma, ampliam-se os conhecimentos, as técnicas e as ações dos sujeitos que dela fazem parte sob a luz influente da Educação – a cabeça libertadora da sociedade sem a qual a sociedade perambula e aliena. Segundo Brandão (2007), a educação está, sem escapatória, em tudo na vida, como o coração está para o corpo. Para o autor,

Ninguém escapa da educação. Em casa, na rua, na igreja ou na escola, de um modo ou de muitos, todos nós envolvemos pedaços da vida com ela: para aprender, para ensinar, para aprender-e-ensinar. Para saber, para fazer, para ser ou para conviver, todos os dias misturamos a vida com a educação (BRANDÃO, 2007, p.7).

Cabe ressaltar que a educação não é somente um processo pelo qual se procura desenvolver as potencialidades das pessoas a integrá-las na comunidade a qual pertencem; assim como não é apenas ficar, entre quatro paredes de salas de aula, num ensino formal, cartesiano, desenvolvendo as faculdades físicas, intelectuais e morais. A Educação é despertar uma consciência holística para a renovação do homem e preservação da nossa história. Diante disso, é possível inferir que esse processo amplia-se, neste exercício libertador, quando aprendemos ensinando e quando ensinamos aprendendo, como se fosse um intercâmbio contínuo entre outras culturas, ciências e campos. Segundo Freire (1967), quanto mais sabemos, plantamos poder e colhemos liberdade.

Em síntese, educar é convidar à reflexão que informa, que forma e gera o poder no saber. É somar todos os processos e objetivos educacionais formais com novas propostas e modalidades para novos ensinos e aprendizagens, seja presencial ou a distância, aliadas às Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) em busca de uma nova ordem mundial não “sócio-econômico-política”, mas de poder pelo “conhecimento e da liberdade pela Educação”.

Com a invenção da imprensa, na Alemanha, no século XV, por Johannes Gutenberg (1398-1468), os livros e jornais passaram a ser ferramentas modernas para disseminar o conhecimento, construindo e revolucionando o pensamento e estimulando a educação. Porém, muito tempo antes da invenção da imprensa, Peters (2004) relata as primeiras experiências de Educação a Distância (EAD), de cunho religioso, através de São Paulo que “escreveu suas famosas epístolas a fim de ensinar às comunidades cristãs a viver como cristãs em um ambiente desfavorável”. Segundo o autor, São Paulo “usou as tecnologias da escrita e dos meios de transporte, sem ser forçado a viajar; o que já era claramente um indício de uma substituição da pregação e do ensino face a face por pregação e ensino assíncronos e mediados” (PETERS, 2004, p. 29).

Contudo, o registro mais aceito pelos pesquisadores da educação como referência mais antiga sobre EAD é o anúncio de um curso de taquigrafia por correspondência, feito em um jornal da cidade de Boston nos EUA, em 1728. Embora esse registro seja de um século distante, essa modalidade de ensino passou a ser mais conhecida, divulgada e conceituada há poucas décadas. Para Mattar (2011), a “EAD é uma modalidade de educação, planejada por docentes ou instituições, em que professores e alunos estão separados espacialmente e diversas tecnologias de comunicação são utilizadas” (MATTAR, 2011, p.3). Já para Moore e Kearsley (2007), a “Educação a distância é o aprendizado planejado que ocorre normalmente em um lugar diferente do local do ensino, exigindo técnicas especiais de criação do curso e de instrução, comunicação por meio de várias tecnologias e disposições organizacionais e administrativas especiais” (MOORE e KEARSLEY, 2007, p.2).

Em outras palavras, a EAD é uma modalidade de ensino-aprendizagem, distante do ambiente formal presencial, com conteúdo e planejamento bem organizados e definidos por professores e instituições educacionais. Modalidade esta, mediada por recursos didáticos interativos e por ferramentas de tecnologia da informação e comunicação (TICs), na qual a auto-aprendizagem é feita em tempo distinto (aprendizado assíncrono) ou em tempo real (aprendizado síncrono), com separação espacial (marca da EAD) entre o docente e o aprendiz. Porém, quando a EAD é mediada por computadores, cria-se uma “rede de aprendizagem” onde, segundo Pallof e Pratt (2002), “forma-se uma rede de interações entre o professor e os outros participantes”, na qual “o processo de aquisição do conhecimento é criado colaborativamente” (PALLOFF e PRATT, 2002, p.28).

Ainda, segundo os referenciais teóricos tendo como base Preti (2000), Moore e Kearsley (2007), Mattar (2011) e Cunha e Souza (2006), é possível dividir a história da Educação a Distância em três grandes gerações: a primeira, em meados do século XIX, refere-se ao ensino por correspondência e impressos, com o desenvolvimento dos meios de transporte e comunicação, como trens e correios; a segunda geração surge com as novas mídias e as universidades abertas, sendo referenciada pelo uso das principais mídias com múltiplas tecnologias sem computadores: rádio e televisão através de programas radiofônicos e televisivos, aulas expositivas, fitas de áudio e vídeo, material impresso, telefone, satélite e TV a cabo. Já a terceira geração é a EAD on-line, que oferece um ensino por tecnologias de comunicação em ambientes interativos e se caracteriza por classes e universidades virtuais, com uso de tecnologias de multimídia, videotexto, microcomputador e internet.

Cabe destacar que a partir de 1990, incorpora-se à EAD os sistemas da primeira e da segunda geração de abordagem multimídia, com múltiplas tecnologias, incluindo, além do material impresso, os computadores e as redes de computadores, hospedando os ambientes interativos como, a teleconferência, a videoconferência, os chats (bate-papos), os fóruns de discussões, o correio eletrônico, os blogs[1], as plataformas de ambientes virtuais e os espaços wiki[2].

Diante desse cenário, pode-se inferir que a educação e seus diversos níveis e modalidades é uma área privilegiada para compreender e prever os processos que são gerados com a constante aparição de tecnologias e seus respectivos desafios, transformando os processos e práticas tradicionais da educação e da socialização do conhecimento. Nesse contexto, é possível concluir pela historicidade e desenvolvimento que a EAD vem ganhando espaço e se aprimorando cada vez mais no mundo todo. Por intermédio das tecnologias, pode-se dizer que há um importante dinamismo na Educação a Distância, de forma a viabilizar mecanismos de comunicação mais eficazes capazes de suprir a distância geográfica entre os sujeitos do processo.

 

A sociedade da informação revolucionando o conhecimento

Ao longo dos séculos, o homem tem assimilado informação, transformando-a em conhecimento por meio das inteligências múltiplas, de ferramentas e instrumentos, que surgiram, não instintivamente, mas, pelo uso de uma mente visionária, instigada pelo seu meio, pela necessidade, pela cultura vigente e pela sociedade, transformando-se na tribo global atual, mais aberta, flexível e interativa, como uma colméia com sua estrutura de trabalho, informação e hierarquia.  Concretamente, a organização da sociedade, de ontem e de hoje, se faz presente pela experiência e conhecimentos passados de uns para os outros pela organização através do poder, do trabalho e da relação humana. Segundo Ribas e Ziviani (2008),

O homem passou por, especificamente, três estágios de organização social até os dias de hoje. O primeiro estágio se caracteriza pelos códigos de organização social expressados na luta pela sobrevivência, ou seja, a ação social era entendida nas relações entre a natureza e a cultura, a batalha com a natureza. Em seguida, verifica-se no segundo estágio uma conquista: o domínio da natureza pela cultura, ou seja, o aumento do poder no controle da natureza. Esse período foi caracterizado pela Idade Moderna, com o advento da Revolução Industrial, o triunfo da razão e, consequentemente, melhoria nas condições de vida e riqueza das nações. Foi no processo de trabalho que a humanidade encontrou sua liberação das forças naturais e que surgiram as primeiras noções de progresso com o desenvolvimento da técnica e a ação do homem sobre a natureza. O último estágio, no qual Castells (1996, p. 29) afirma estarmos entrando, caracteriza- se pela substituição da natureza pela cultura (RIBAS e ZIVIANI, 2000, p.3).

Como a sociedade sempre teve um espírito inquieto, questionador, mutante e tecnológico, os indivíduos, na jornada dos tempos e gerações, passaram a convocar, a desenvolver e a compartilhar, com crescente propriedade, suas múltiplas inteligências convergindo para uma ‘inteligência coletiva’ considerada por Lévy (2007), a partir do instante que o homem sai da sua inteligência individual e compartilha com o potencial coletivo, o capital tecnológico (seus saberes técnicos aliados às ferramentas da comunicação, das mídias, computadores e softwares), o capital cultural (o teor, a organização e o acervo de informação) e o capital social (redes de relações). Na ‘inteligência coletiva’ todos dividem seus saberes, partilham a memória, a percepção e o aprendizado e, o ideal é quando esses conhecimentos são atrelados aos meios de comunicação e à Internet. Para Lévy (1999), um dos três dispositivos de comunicação é a ‘todos-todos’, ou seja, a troca de saberes por todos, no ciberespaço. Conforme coloca o autor, “as realidades virtuais compartilhadas, que podem fazer comunicar milhares ou mesmo milhões de pessoas, devem ser consideradas como dispositivos de comunicação ‘todos-todos’, típicos da cibercultura” (LÉVY, 1999, p. 105).

Nessa seara de mais informação e conhecimento, a busca pela transformação de uma sociedade rudimentar para uma sociedade mais apurada e por “soluções” dos problemas em distintos segmentos da sociedade, o homem desenvolveu o poder de suas inteligências lingüísticas, analíticas, lógicas, emocionais, matemáticas, espaciais, musicais, motoras, interpessoais e intrapessoais diante de um mundo em ebulição social, econômica e política. Esse acervo de inteligências provoca encontros e troca de idéias, promove uma cooperação cercada de pensamentos, e gera conhecimento num coletivo inteligente.

As gerações com suas evoluções, suas eras e tantas revoluções importantes, como a Industrial e a Científica, culminaram por fortalecer o Capitalismo global, no final do século XX, com o fim da Guerra Fria e com a queda do Muro de Berlim. Surgiram, então, novas formas de relação entre Economia, Estado e Sociedade, o capital tornou-se mais flexível, dinâmico e veloz. Essa sociedade, um dia voltada, primeiro, à agricultura, depois, à indústria e agora, à globalização do capitalismo, passou a se basear no desenvolvimento das TICs, para promover a disseminação da informação e o desenvolvimento do conhecimento em massa. Segundo Gouveia (2004),

A sociedade da informação está baseada nas tecnologias da informação e comunicação que envolvem a aquisição, o armazenamento, o processamento e a distribuição da informação por meios eletrônicos, como rádio, televisão, telefone e computadores,entre outros. Essas tecnologias não transformam a sociedade por si só, mas são utilizadas pelas pessoas em seus contextos sociais, econômicos e políticos, criando uma nova comunidade local e global: a Sociedade da Informação (GOUVEIA, 2004, p.1).

Para Machlup (1962), a sociedade da informação está baseada na “indústria do conhecimento” como um recurso econômico, enriquecido com o poder, não militar, político ou financeiro, mas, o poder que passa pela informação e pelo conhecimento, como mercadorias e bens de produção, necessários à economia do sistema capitalista pós-industrial. Do ponto de vista de Castells (1999), o poder do conhecimento e da informação está com quem domina todo o processo que gera a informação para conectar-se às redes informatizadas, como “fluxos financeiros assumindo o controle de impérios da mídia que influenciam os processos políticos” (CASTELLS, 1999, p.566).

Ainda, Castells (1999) ao abordar o tema sociedade da informação apontou as seguintes características: inovação, velocidade e conexão. Segundo o autor, a inovação é o resultado da interação de inúmeros órgãos públicos, agentes econômicos, atores sociais e instituições que produzem um fluxo permanente de troca de informações e de conhecimento; velocidade diz como uma era na qual até mesmo nanosegundos tornaram-se demasiado lentos, como medida de algumas operações de computador; e conexão na qual o mundo se transforma em uma aldeia global. A Internet aparece como possibilidade de conexão entre as diversas pessoas.

Concretamente, as evoluções do ser humano no seu incessante desejo por conquistas contribui para a geração de uma sociedade informatizada, que desenvolve tecnologias instantâneas, trazendo informação e conhecimento, revolucionando pensamentos e comportamentos sociais, culturais, políticos, humanos e econômicos. Nesse contexto, pode-se inferir que a Sociedade da Informação revoluciona o conhecimento e a informação através das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) consideradas como ferramentas e meios tecnológicos operacionalizados por intermédio das funções do hardware[3]e rede, do software[4] e dos meios de telecomunicações usados de forma integrada para tratar a informação e auxiliar na comunicação com o objetivo de construir novos caminhos de acesso à informação e ao conhecimento.

 

As tecnologias de informação e comunicação (TICs): suas contribuições para o ensino-aprendizagem

Historicamente os recursos educativos sempre estiveram presentes para que o processo de ensinar e aprender se concretizasse. Até os anos 80, as instituições baseavam seus trabalhos em material impresso, programas em áudio, vídeo ou transmissões em TV e rádios educativas. Observa-se hoje, que nenhum recurso educativo foi excluído e sim incorporado para oferecer a mediatização do conteúdo, buscando assim mais possibilidades de estudo para o aluno, bem como atendendo as diferentes formas de aprender.

Entretanto, as novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) têm provocado mudanças revolucionárias em todas as áreas científicas, humanas, exatas, bem como nos usos e costumes de uma sociedade que já se habituou a um mundo que pode ser trazido para o dia a dia dos sujeitos, em sua casa, escritório, sala de aula, e nas situações mais adversas.

Ao toque de teclas, botões e telas, surgem diante de nós um universo interativo por meio de ferramentas tecnológicas como os smart phones, netbooks, mobile learning[5], programas reprodutores de mídia digital com áudio e vídeo (media players), webcams, telefonia móvel, sistema de respostas automáticas, câmeras fotográficas, filmadoras digitais, Ipod, Ipad, televisão, rádios, cartões de memória, pendrives, lousas digitais, CDs, DVDs, redes sem fio (wireless), sistemas de realidade virtual e tecnologia 3D.

No momento, a novidade é o tablet, um computador em forma de prancheta eletrônica, sem teclado e com tela sensível ao toque. É como se fosse um iPhone gigante, com tela entre 7 e 10 polegadas, com conexão sem fios, alguns, também, usam conexão 3G. Até a menor câmera de vídeo do mundo, com apenas 0.99 mm de diâmetro, para procedimentos endoscópicos clínicos, denominada Medigus, já foi desenvolvida em Israel.

Contudo, ao considerar as possibilidades tecnológicas citadas acima, Moran (1995), que declara seu fascínio pelas tecnologias que influenciam o capitalismo, o urbanismo e a globalização, explicita:

a máquina a vapor, a eletricidade, o telefone, o carro, o avião, a televisão, o computador, as redes eletrônicas contribuíram para a extraordinária expansão do capitalismo, para o fortalecimento do modelo urbano, para a diminuição das distâncias. Mas, na essência, não são as tecnologias que mudam a sociedade, mas a sua utilização dentro do modo de produção capitalista, que busca o lucro, a expansão, a internacionalização de tudo o que tem valor econômico (MORAN, 1995, p.1).

Diante disso, é possível identificar que toda essa revolução tecnológica desempenha seu papel na ‘inteligência coletiva’, uma vez que os sujeitos ininterruptamente apropriam, compartilham e aplicam os conhecimentos e as informações resultantes da utilização das tecnologias crescentes e inovadoras para gerarem novas informações e conhecimentos, bem como desenvolver novos aparatos tecnológicos.

Essa realidade, tecnologicamente mais moderna, surgiu com as Mídias, as Plataformas e os Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs). Segundo Moore e Kearsley (2007, p.7), as mídias, os canais ou as ferramentas impressas, eletrônicas e digitais, são usados para armazenamento e transmissão de informação ou dados de conteúdo educativo, informativo, cultural, pedagógico, tais como: o rádio e o web-radios, a TV e a IpTV (televisão pela internet), o vídeo (YouTube, TeacherTube, Academic Earth, Edutopia), CDs, DVDs, internet, softwares educacionais, os jornais, as revistas, a fotografia.  Já as Plataformas de aprendizagem são sistemas computacionais ou softwares, disponíveis na web, para o desenvolvimento de AVAs, utilizando a internet, a intranet[6], ou outro tipo de rede informática como canal de difusão.

Ainda, as plataformas permitem realizar um conjunto de atividades pedagógicas e de acompanhamento de alunos dentro de um mesmo ambiente virtual. Concretamente, são aplicativos (softwares) que rodam na Internet e possibilitam colocar textos, sons, imagens; enviar e receber mensagens. Elas possuem também um conjunto de ferramentas de comunicação, que permitem fazer discussões à distância ao mesmo tempo em salas de bate-papo (chats) ou em um lugar, chamado fórum, aonde as mensagens vão se organizando por assuntos ou por grupos e que podem ser escritas e acessadas por alunos e professores a qualquer momento.

Por intermédio das plataformas de aprendizagem e das TICs, surgem os Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs), que são salas de aulas no ciberespaço, ou seja, espaços virtuais de ensino a distância, mediados por computador, em que ocorre a convergência do hipertexto, com links (atalhos) e URLs[7] de acesso às páginas para EAD. O MOODLE[8], o SLOODLE[9], TelEduc, Blackboard, o WebCT, o Portal Educação e a WebAula  são ambientes virtuais de aprendizagem também conhecidos como institutos de educação sem distância e paredes, que oferecem aos alunos e tutores, meios e ferramentas de ponta, para a construção de um conhecimento continuamente reciclável e atualizado num tempo sem fronteiras e limites. Os ambientes virtuais aliados às TICs, presentes, principalmente, na Educação a Distância, contribuem para uma mudança de pensamento sobre o ensino e a aprendizagem na EAD. Como destaca Reis, Ribas e Pedroso (2007) é necessário repensar os meios e as ferramentas comunicacionais utilizados pela Educação a Distância, os quais, sem a tecnologia, ainda estariam limitados à utilização de textos enviados pelo correio” (REIS et al., 2007, p.2).

Nesse contexto, a questão das tecnologias “ressuscita” ou “propulsiona” com intensidade o cenário educacional, notadamente a EAD nos âmbitos dos recursos pedagógicos com os materiais didáticos, os ambientes virtuais de aprendizagem, as novas formas de interações e mediações. Pode-se dizer que o desafio atual nesse cenário é transformar informação em conhecimento.

 

As modalidades de ensino: online e presencial apoiado nas TICs

Com o surgimento da sociedade da informação acompanhado pelas tecnologias de informação e comunicação, a história da EAD e sua evolução receberam propostas de modalidades inovadoras de ensino. Essas modalidades de ensino apresentam-se em três universos: o ensino presencial, o semipresencial e o ensino online. O ensino presencial é o ensino convencional de cursos regulares, presenciais, no qual professor e aluno se encontram no mesmo tempo e espaço: em sala de aula. Já no ensino semi-presencial, uma parte do ensino é  presencial, em sala de aula, e a outra parte, virtual ou a distância, por intermédio do uso de outros modelos de ensino ou do uso de tecnologias, como a internet. Essa modalidade foi criada para facilitar estudantes com um tempo cada vez mais exíguo em seu dia a dia. Por fim, a demanda por um ensino no qual alunos pudessem ter autonomia e liberdade para administrar seu tempo e espaço de estudos, fora de uma sala de aula, contribuiu para a criação do ensino online.

Ao contrário do ensino presencial, o ensino online é uma nova abordagem pedagógica, pois é um sistema de ensino-aprendizagem, síncrono (simultâneo) ou assíncrono (não simultâneo), que acontece num ambiente, totalmente virtual, com o uso de tecnologias digitais, da comunicação e da informação onde o aluno se conecta a uma plataforma de aprendizagem virtual, e lá se encontra materiais, tutoria e ferramentas de interação síncronas e assíncronas. Portanto, o ensino online síncrono ou sincrônico é o ensino totalmente virtual, com conectividade e interatividade em tempo real, que ocorre simultaneamente entre pessoas conectadas através de algumas ferramentas síncronas como os chats, o MSN, o GoogleTalk e o Skype – dispositivos de mensagem instantânea, para videoconferências e teleconferências. Já o ensino online assíncrono ou assincrônico é o oposto do síncrono, na qual o ensino-aprendizagem, a comunicação e a interação não acontecem simultânea e imediatamente entre os participantes ou entre alunos e tutor, podem ocorrer respostas em espaços de tempo diferentes, como acontece nos fóruns de discussão, correios eletrônicos, mural, blogs e exercícios virtuais de estudos autônomos.

Para Moore and Kearsley (2007), “quase todos os programas de educação a distância, incluindo o estudo por correspondência e o independente, possuem agora alguma presença online” (MOORE e KEARSLEY, 2007, p.63). Sob tal ótica, percebe-se que o avanço do ensino online, aliado às tecnologias de informação e comunicação, está se intensificando em diversos segmentos educacionais demarcando um território onde o ensinar-aprender traz consigo a urgência e a necessidade de se adequar ao estilo de vida dos sujeitos, considerando tempo, espaço e flexibilidade.

Ainda, no âmbito educacional, o advento da World Wide Web (WWW) veio, por um lado, facilitar sobremodo as tentativas de tornar a sala de aula mais interessante e motivadoras. Além de apoiar e contribuir para o aperfeiçoamento do ensino presencial, a introdução da Web, em particular, das TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação) na Educação, revigorou a prática de EAD que estava em desuso, interpondo uma série de desafios, pois utiliza tecnologias e formas de recepção em diferentes espaços e ambientes institucionais.

 

A EAD inspirando o ensino de idiomas online em parceria com as tecnologias síncronas: uma experiência em Belo Horizonte

A crescente importância e o valor da EAD no mundo, a busca de mais autonomia no tempo e espaço, a individualização e a flexibilidade no ensino-aprendizagem, a oferta de tecnologias, de ferramentas e mídias avançadas e a busca por novas propostas de educação vieram inspirar uma modalidade específica de ensino online para as aulas de Inglês, como segunda língua, em escolas virtuais de idiomas em Belo Horizonte.

O interesse global no aprendizado de idiomas tem contribuído para que algumas escolas online, de renome, como a Livemocha de Seattle (EUA), a Rosetta Stone da Virginia (EUA), o Portal Educação, do Mato Grosso do Sul (Brasil) e a Englishtown de Estocolmo (Suécia), desenvolvessem metodologias de ensino modernas com tecnologia de ponta na modalidade de ensino online usando ferramentas síncronas e assíncronas. A escola virtual Livemocha, por exemplo, é uma rede social de idiomas como o Facebook e Orkut. Tem mais de 9 milhões de membros em mais de 195 países ao redor do mundo e oferece cursos em 35 línguas. Possui a maior comunidade de alunos e oferece ajuda mútua no aprendizado de idiomas online, numa combinação única de aprendizagem assíncrona e prática com falantes nativos. Aprende-se com pessoas reais, que se ajudam mutuamente, criando motivação para desenvolver a fala. As aulas são divididas em módulos interativos que incluem vocabulário, clipes de áudio e vídeo, slides e lâminas com gravuras e pontos gramaticais, jogos e exercícios, na qual o aluno estuda com autonomia, foca na construção de habilidades práticas de conversação. Cada lição inclui exercícios de fala e escrita que são revistos, posteriormente, por falantes nativos, assim como o aluno faz as revisões de exercícios escritos e orais, de outros alunos que estudam o seu idioma. A etapa de conversação é feita através de gravações de textos ou exercícios enviados, para serem ouvidos, analisados e devolvidos com observações e pontuação posterior. Além disso, o curso promove bate-papos e interação cultural, usando as ferramentas síncronas.

Outra escola online, a Englishtown, com mais de 400 escolas e escritórios em mais de 50 países, com 34 mil funcionários, onde mais de 15 milhões de pessoas já aprenderam o idioma, oferece cursos de inglês, em tempo real, com ferramentas síncronas, em sala de aula virtual, através do Skype ou de outro serviço de comunicação online de atendimento ao cliente. É usada a plataforma do Adobe Connect para que seja disponibilizado o material do curso na tela, as anotações do professor e as mensagens instantâneas. Para participar do curso, são necessários um fone ou caixas de som e um microfone. Cada aula online explora um novo tópico diariamente. É na plataforma que um aluno conversa com outros alunos e interage com um professor nativo ao vivo. O professor orienta o aluno durante a aula, corrige seus erros e dá instruções detalhadas sobre como melhorar a pronúncia e o vocabulário. Assim, dessa forma, treina-se o ouvido e a pronúncia, qualidades básicas para a fluência.

Um caso de inovação no uso das tecnologias síncronas para o ensino de idiomas foi empreendido por Lucas Freire, poliglota, professor de inglês, francês e espanhol. Seu projeto visou criar um método que suprisse todas as carências do ensino presencial e ainda enriquecesse o ensino online garantindo-lhes uma abordagem mais humana e participativa. O resultado culminou no Portal Idiomas Consultoria, uma escola online de idiomas com sede em Belo Horizonte, mas que já atende alunos em diferentes estados do país. A escola utiliza um método de ensino individual e personalizado. Esse método se apoia nos fundamentos da Communicative Approach, que possibilita o aluno a adquirir uma comunicabilidade satisfatória no idioma estudado de forma natural e dinâmica e explora todas as competências da língua. O Communicative Approach ou Método Comunicativo é uma abordagem no ensino de idiomas que se concentra no significado, na comunicação entre os alunos e professores e nas funções linguísticas, sem ater-se, primeiramente, ao ensino da gramática tradicional. O aluno é estimulado a pensar e interagir na língua-alvo, em situações reais, através de atividades interativas e comunicativas. Outro enfoque importante do método é o das Inteligências Múltiplas[10], que respeita o estilo de aprendizagem de cada aluno, assim se escolhe o ensino adequado para cada aluno, de acordo com seu perfil, habilidades e competências.

A seguir, descrevem-se os princípios e ferramentas do método criado pela escola Idiomas Consultoria:

– Foco integral em macroatividades da língua: conversação, vocabulário, gramática, leitura, compreensão auditiva e escrita. Para cada aluno, trabalha-se um pouco de cada habilidade em atividades alternadas para que se tenha uma visão global da língua como um sistema, no qual ele irá se apoiar para atingir a proficiência.

-Conciliação entre materiais didáticos tradicionais, tais como livros, gramáticas, CDs, dicionário, materiais dinâmicos disponíveis na Internet e agrupados na Siteoteca, um recurso disponibilizado aos alunos do Portal Idiomas Consultoria com um grande acervo de sites de referência para o ensino e aprendizagem de idiomas cuidadosamente pesquisados, testados e catalogados para cada situação possível em uma aula de idioma. Com a Siteoteca, os professores podem encontrar diversos recursos para planejar suas aulas, proporcionando mais dinamismo, eficácia e contextualização.

– Contextualização dos conteúdos das aulas: Durante a aula, o professor pode contextualizar e ilustrar um determinado assunto e ou sanar uma dúvida levantada naquele momento pelo aluno. Isso é possível devido à riqueza de materiais ao alcance do professor com apenas um clique. Dessa forma, todo material extra é inserido no Caderno Virtual do aluno em tempo real. Quase nunca o professor terá que responder a uma dúvida do aluno posteriormente, pois todos os recursos de pesquisa estão à sua frente. Os alunos ao saberem das possibilidades da Siteoteca têm a certeza de que suas aulas não se limitam ao livro e ao professor. Esse fato garante-lhes maior entusiasmo e engajamento no curso, pois os alunos percebem que cada aula passa a ser diferente e podem opinar e fazer contribuições para o planejamento da próxima aula, deixando-a cada vez mais personalizada.  É importante ressaltar que os recursos da Siteoteca são cuidadosamente utilizados pelo professor, que é treinado para não deixar que a contextualização seja a finalidade da aula, mas sim um meio de ilustrar e dinamizar os conteúdos programáticos.

– Interatividade e Dinamismo – Através de uma plataforma de documentos compartilhados, presente no serviço gratuito de email da Google, o Gmail – GoogleDocs, o aluno recebe na primeira aula um documento único e exclusivo. Esse documento funciona como o quadro de aula para o professor e como o caderno de anotações para o aluno. O professor previamente insere o planejamento de cada aula, para que o aluno acompanhe a proposta do professor durante todo o curso. Durante a aula o professor e o aluno podem digitar em tempo real e tudo o que for inserido fica automaticamente salvo e registrado. Após a aula, o aluno pode acessar o Caderno Virtual para fazer suas atividades quando desejar. O professor, por sua vez verifica periodicamente o caderno do aluno para fazer as devidas correções, tirar dúvidas e inserir materiais extras para que o aluno pratique mais os conteúdos ensinados. Dessa maneira, é garantido ao aluno um acompanhamento integral.

– Acompanhamento integral: o trabalho desenvolvido pelo aluno é monitorado periodicamente pelo seu professor garantindo a possibilidade de fazer ajustes na programação do curso, para que o professor se adapte às reais necessidades do aluno.

– Avaliação contínua: periodicamente o aluno é avaliado através de exercícios dinâmicos e lúdicos que lhe dão base e treinamento para futuros testes de proficiência no idioma. No final de cada módulo, ele é avaliado formalmente sendo atribuído uma nota ao seu desempenho geral. Parte dessa metodologia de avaliação é uma apreciação do engajamento do aluno no curso, seu comprometimento com a prática e com os exercícios propostos. Juntos, professor e aluno chegam a um consenso sobre a nota e sobre as medidas a serem tomadas caso o envolvimento do aluno não tenha sido satisfatório.

– Meritocracia: o aluno é orientado desde o início do curso sobre a importância do seu papel no próprio aprendizado. Ele é incentivado a atuar com mais autonomia na condução do aprendizado. Já o professor atua como um mentor, um guia que orienta o aluno durante o processo, identifica os avanços, valoriza e ressalta os pontos fortes e os êxitos conquistados em cada etapa do curso, bem como detecta as dificuldades para que sejam trabalhadas durante o processo.

A FIGURA 1 ilustra os elementos, suas conexões e os principais recursos utilizados pelo método. Em prosseguimento, descreve-se o método.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Descrição do Método: O aluno e o professor estabelecem o contato de voz via programas como o Skype ou Gtalk. Esse contato será mantido durante toda a duração da aula. Logo no início da aula, ambos abrem o arquivo compartilhado, denominado de “Caderno Virtual” e nesse arquivo, encontra-se a lição planejada para aquele dia, com uma referência de ordem crescente que coincide justamente com o número de horas/aulas que o aluno já cursou. Por exemplo, se o aluno já cursou 50 aulas, a próxima aula no Caderno virtual será – Lição 51. Dessa maneira, professor e aluno têm total controle sobre o rendimento do curso, pois poderá visualizar onde estão no momento, dentro do programa total do curso.

Todo registro feito nas aulas ficam armazenados no caderno virtual. Dessa maneira, o Caderno torna-se a ferramenta central síncrona de produção entre o aluno e o professor. Cabe destacar que o aluno tem o caderno virtual como ferramenta de anotação, consulta ao programa, referência para a Siteoteca, alterna com o uso do livro didático indispensável no momento da aula online. O conjunto de recursos formados pelo Caderno Virtual, Siteoteca, Livro Didático e o acompanhamento online individualizado do professor garante as aulas do Portal Idiomas Consultoria uma experiência de aprendizado única, condizente com os dias atuais. O método supre as carências do ensino presencial e ainda dinamiza o ensino online ao acrescentar a figura do professor que está presente de forma integral em cada aula.

Além dos benefícios facilmente notáveis, tais como flexibilidade de horários, comodidade para o aluno poder optar onde e quando estudar, desde que haja uma conexão disponível para a Internet, e as vantagens de um ensino personalizado, o Portal Idiomas Consultoria, garante aos alunos e aos professores o resgate do prazer em aprender e ensinar idiomas, respectivamente. Isso, devido ao fato de que cada aluno requer, do professor, uma maneira peculiar de planejar a aula com suas demandas e sugestões específicas, assim, o professor, naturalmente, não se acomoda ao lecionar a mesma aula repetidamente. Logo, cada aula abre um novo leque de perspectivas e torna o trabalho do professor uma atividade instigante e desafiadora. O Portal Idiomas Consultoria utiliza as tecnologias síncronas para as aulas em tempo real, as atividades assíncronas e os recursos didáticos acessados via Internet para o aluno continuar seu estudo autônomo, porém, não dispensa os elementos de um método tradicional de ensino como gramática, exercícios, avaliações e provas. A FIGURA 2 representa a trajetória de acesso do aluno ao Portal. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os resultados e avanços nesse processo de ensino-aprendizagem são revelados, de um lado pelo professor, que se torna um mediador e orientador, no ensino online de idiomas, por adquirir mais conhecimento e estimular a criatividade do aluno devido aos inúmeros recursos disponibilizados, através das pesquisas virtuais e do uso das tecnologias, transformando cada aula, em um momento rico tanto para o aluno quanto para o professor. É necessário ainda destacar que o professor não perde suas atribuições e seu papel de guia e facilitador de ensino, ao se apoiar nas tecnologias como ferramentas, utilizando-as de forma apropriada no processo de interação ensino-aprendizagem. Como destaca Moran (1995),

As tecnologias de comunicação não substituem o professor, mas modificam algumas das suas funções. A tarefa de passar informações pode ser deixada aos bancos de dados, livros, vídeos, programas em CD. O professor se transforma agora no estimulador da curiosidade do aluno por querer conhecer, por pesquisar, por buscar a informação mais relevante (MORAN, 1995, p.2).

Do outro lado, pelo aluno que assume uma nova postura, deixa a passividade do modelo tradicional de aprendizagem, para ser o ator principal e ativo na construção do conhecimento, exigindo de si, mais iniciativa, autonomia, disciplina, boa organização pessoal e sábia administração do seu tempo.

Em síntese, pode-se afirmar que o fator determinante no crescente sucesso desse modo de aprendizagem de idiomas é a oferta de um valor competitivo, com ferramentas de fácil manuseio – as ferramentas síncronas. Segundo Lucas Freire, diretor do Portal Idiomas Consultoria, os alunos se sentem à vontade para o aprendizado no conforto de suas casas; as aulas são produtivas porque são individuais, e podem ser ilustradas e contextualizadas com a rapidez de um clique. Os alunos trabalham com imagens, jornais online, vídeos, rádios, TVs e muitos outros recursos que o aproximam e o expõem de maneira natural a essa nova cultura de ensino-aprendizagem. Entretanto, cabe salientar que a escolha e o balanço correto no uso das diversas ferramentas, em função das necessidades do público-alvo, do desenho pedagógico do curso e das atividades propostas, tendem a determinar o sucesso ou o fracasso de projetos de EAD para o ensino de idiomas.

 

Conclusão

A Educação, como fonte libertadora da sociedade, tem uma missão formadora e construtora do conhecimento, influenciando na realização dos sonhos e projetos do homem e de uma sociedade que precisa ser visionária, inquieta, com um espírito tecnológico. Assim, a sociedade que se informa, se informatiza dinâmica e incessantemente, compartilha e faz acontecer, pela Educação, renova conceitos e teorias, forma e gera o poder no saber.

Nessa jornada, com a evolução das ferramentas para o ensino e para a informação, vemos a sociedade revolucionar o conhecimento e impulsionar a Educação formal ao apresentar novas propostas e modalidades para o ensino e aprendizagem, aliadas às tecnologias de informação e comunicação (TICs). Nesse cenário, a EAD veio para ficar e contribuir para a sedimentação do ensino e aprendizagem ao beneficiar um número grande de pessoas, com as mais variadas necessidades e dificuldades.

Um dos meios que mais evolui na EAD é o ensino online síncrono que demarca seu território no ensino de idiomas online apoiado nas TICs, na qual o aprendiz e o tutor, separados espacialmente, interagem em tempo real, através do áudio, vídeo e escrita. Inegavelmente, o ensino online de idiomas contribui para uma maior inclusão de alunos que percebem a importância de um segundo idioma em sua formação acadêmica e profissional, mas, que por diversas razões não dispõem de recursos financeiros e tempo para o estudo presencial. Com essa contribuição da EAD através do estudo online, ganha a sociedade e o mercado de trabalho já que recebem sujeitos mais preparados para enfrentar uma sociedade econômica, social e culturalmente ativa, exigente na formação integral de seus participantes, mas que ao mesmo tempo, ainda é bastante injusta e desigual.

 

REFERÊNCIAS 

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MATTAR, João. Guia de Educação a Distância. São Paulo: Cengage Learning: Portal Educação, 2011.

MOORE, Michael; KEARSLEY, Greg. Educação a Distância: uma visão integrada. Trad. Roberto Galman. São Paulo: Thomson, 2007.

MORAN, José Manuel. Novas tecnologias e o re-encantamento do mundo. Disponível em:

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OLIVEIRA, Cinthya. Sem desculpas para aprender. Jornal Hoje em Dia. Belo Horizonte, 5 de maio de 2010. Caderno Empresas e Soluções, p.1. 

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NOTAS

i Profa. Dra. Claudia Silveira da Cunha. Email │claudiasdacunha@gmail.com. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais. Mestre em Educação pela Universidade de Framingham – USA. Professora da Faculdade Pitágoras e da Universidade FUMEC. Proficiency pela Universidade Concordia – Montreal, Canadá.

 ii Profa. Especialista Lívia Tucci. Email │ liviatucci@hotmail.com. Bacharel em Turismo pelo Centro Universitário Newton Paiva. Professora de Língua Inglesa .

[1] Um blog ou Web log, é um diário da web, um site, cuja estrutura permite ao criador ou criadores do blog, administrar o     espaço, postando artigos, músicas, fotos. O foco é a temática proposta do blog. Ex: Blogspot. 

[2] Wiki é uma ferramenta colaborativa na web, na qual todos os usuários autorizados podem criar páginas, editar textos e fazer links. Ex: Wikipédia. 

[3]   Hardware é a parte física do computador, ou seja, é o conjunto de componentes eletrônicos, circuitos integrados e placas. 

[4]  Software é a parte lógica, ou seja, o conjunto de instruções e dados que é processado pelos circuitos eletrônicos do hardware.

[5]  Mobile Learning é o aprendizado através de dispositivos móveis e portáteis,  como o smart phone e o tablet. 

[6]  Intranet é uma internet particular que opera em uma empresa. 

[7] URL: Uniform Resource Locator, isto é, Localizador-Padrão de Recursos. É um link ou um endereço de um recurso (um   arquivo, uma impressora, etc.), disponível em uma rede, seja a Internet ou uma intranet. 

[8]  Moodle é um software gratuito para uso pedagógico, desenhado para EAD. 

[9] Sloodle é a integração do Second Life com o Moodle = ambiente virtual em 3D, simulando a vida real, com o Moodle, também para uso educacional como ferramenta complementar às aulas disponíveis na web ou nas aulas presenciais. 

[10] São nove as Inteligências Múltiplas, divididas em quatro classificações: 1. ABSTRATA: Lógico-Matemática, Lingüística e Musical; 2. CONCRETA: Pictórica-espacial, Cinético-Corporal; 3. SOCIAL: Interpessoal, Intrapessoal e Emocional; 4. ESPIRITUAL: Espiritual.