17 de abril de 2024
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Mês das mulheres: o avanço feminino nas fronteiras da ciência e tecnologia 

Segundo dados da UNESCO, embora haja um aumento na matrícula de mulheres em cursos de graduação e pós-graduação em campos relacionados à ciência, elas representam apenas 28% dos pesquisadores em todo o mundo. Este desequilíbrio destaca a necessidade de políticas e iniciativas que promovam a igualdade de gênero nessas áreas. Um exemplo é Mônica Machado, que começou na área de TI, trabalhando como desenvolvedora, aos 18 anos, e hoje em dia coordena os cursos da área no Centro Universitario Newton Paiva. 

“Precisei provar para várias pessoas, principalmente homens, que eu podia desenvolver soluções da mesma forma que os rapazes. E para isso, eu estudei e me dediquei a aprender as linguagens de programação que eram usadas na época. Sempre digo para os meus alunos e principalmente focando nas meninas: tudo o que eu sou e tudo o que eu tenho, eu devo ao computador! Isso que eu sei fazer! Se tirarem o computador de mim, não sei o que farei!”, afirma Mônica. 

Na tecnologia o destaque é grande, com um número crescente ocupando posições de liderança em startups e empresas de tecnologia. De acordo com o relatório “Women in Tech” da Deloitte, espera-se que a porcentagem feminina em empregos de tecnologia da informação aumente nos próximos anos. Porém, apesar desses ganhos, ainda estão subrepresentadas em papéis técnicos e de liderança, destacando a necessidade de um esforço para fechar a lacuna de gênero.  

“Em sempre falo para as minhas alunas que nós somos tão boas na área de TI quanto os homens. Que nós sabemos fazer tão bem quanto eles. E que trabalhar em conjunto, homens e mulheres, permite o trabalho de equipes marcadas pela diferença e heterogeneidade”, destaca a Coordenadora. 

À medida em que o Dia Internacional da Mulher é celebrado, também é reafirmado o compromisso com a construção de um mundo onde mulheres em são reconhecidas, valorizadas e apoiadas para alcançar seu potencial. Elas estão cada vez mais se apropriando de conhecimento para se destacarem em diversas áreas. Mas vale ressaltar que ainda há muito espaço para as mulheres ocuparem na Computação.  

“Nos meus 16 anos atuando como professora de Computação, percebo um aumento do número de alunas nas turmas, mas está muito abaixo do ideal. Vale lembrar sempre da grande necessidade de mão de obra qualificada que o mercado de TI necessita”, finaliza Mônica.  

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