27 de janeiro de 2023
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Copa 2022: professor da Newton fala sobre a importância do profissional da saúde no dia a dia dos atletas

Pela primeira vez, a Copa do Mundo de futebol será realizada em um país do Oriente Médio: o Catar. O professor e fisioterapeuta, Thiago Ferreira, parte do corpo docente no Centro Universitário Newton Paiva, destaca algumas diferenças em relação a esse lugar atípico para o evento esportivo.

“Há uma diferença na Copa deste ano, que vai desde o clima muito quente a data escolhida para o campeonato. Isso tem um impacto grande no planejamento dos clubes, principalmente no manejo e controle de lesões esportivas”, disse.

Profissionais da área de saúde, que participarão do torneio, monitoram os atletas, principalmente aqueles que atuam na Europa, para evitar alguma lesão antes do torneio. O professor destaca que quando a competição ocorre no meio do ano, como todas as copas anteriores, os atletas convocados, geralmente estão em final de temporada, principalmente aqueles que jogam em países europeus. Assim, esses jogadores tem um período de descanso para se dedicarem ao torneio.

“Nesse ano isso não foi possível, e existe uma preocupação dos clubes, do staff da saúde e técnico para evitar que os atletas se machucassem as vésperas da Copa”, completa.

Várias seleções, como o Brasil, França e Alemanha, por exemplo, já perderam jogadores devido a lesões. A Seleção Brasileira não irá contar com Phillipe Coutinho, um dos jogadores cotados para compor o elenco de Tite; a França que teve 11 jogadores lesionados, incluindo Pogba e Kanté, titulares da equipe de Didier Deschamps; e a Alemanha, que pela quarta competição internacional seguida, não poderá contar com Marco Reüs, por lesão muscular.

Thiago Ferreira, ainda lembra que as principais competições europeias como, a Champions League e a Europe League, e os campeonatos nacionais, só paralisaram os torneios apenas uma semana antes da Copa no Catar. O que gera uma sobrecarga de jogos no atleta, podendo levar a complicações, como uma lesão com poucos dias de campeonato.

Ferreira fala sobre alguns pontos que podem ser propícios a uma lesão e como o profissional da fisioterapia esportiva é crucial para preparar minimizar os riscos que o atleta corre. “Isso coloca os jogadores que estão jogando de maneira constante em um risco elevado de lesão, devido à sobrecarga e condições de treinabilidade para que o atleta possa performar o futebol”, destaca.

As lesões podem apresentar alguns tratamentos e até mesmo transtornos diferentes aos atletas. Em alguns casos, as lesões podem ser tão graves a ponto de afastar um profissional do esporte. Como o caso de Álvaro Domínguez, zagueiro espanhol, que atuava na Alemanha, se aposentou dos gramados aos 27 anos, devido a uma série de lesões em curto prazo.

E, no Brasil, outro exemplo de aposentadoria precoce devido ao grande número de lesões é o de Ederson, ex-jogador do Flamengo. O meia teve uma série de lesões no joelho, que impediam o retorno dele aos gramados.

O fisioterapeuta ainda complementa sobre a responsabilidade do fisioterapeuta que acompanha o atleta durante os jogos, seja no clube ou na seleção. “Os profissionais da fisioterapia têm uma grande atuação no movimento pré, e durante a competição da Copa do Mundo”, finaliza.

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