25 de setembro de 2022
Cultura Notícias

Entenda como vai funcionar o WhatsApp Pay

Por Luciana d’Anunciação

Foi aprovado pelo Banco Central, no dia 30 de abril, o WhatsApp Pay – sistema de pagamentos via WhatsApp. Isso pode ser diferencial para pequenos negócios e empreendedores. No país, atualmente, cerca de 160 milhões de pessoas utilizam o aplicativo e existem mais de 5 milhões de contas no serviço corporativo WhatsApp Business.

Segundo uma pesquisa da consultoria Accenture, feita agora em 2021, 83% dos brasileiros já utilizam o WhatsApp para fazer compras, sendo que 64% das pessoas consomem produtos de micro e pequenos negócios e 37%, de grandes empresas.

O WhatsApp Business será primeiro lançado para transações entre pessoas físicas. A função para pagamento estará disponível no mesmo menu usado para compartilhar arquivos e imagens. Ao clicar, o usuário será direcionado para uma tela de criação de conta.

É importante compreender que o aplicativo funcionará, de acordo com a lei brasileira, como um “iniciador de pagamento”. Isto é, o WhatsApp não gerenciará a conta de pagamento, nem reterá os valores que serão sendo transferidos. As instituições financeiras é que, na prática, executarão a transação.

Como pagar pelo WhatsApp

Será necessário aceitar os termos de uso da modalidade de pagamentos e criar uma senha numérica, de seis dígitos, diferente da senha usada para autenticar o WhatsApp em dois fatores. Essa senha será usada sempre que o usuário fizer transações dentro do aplicativo.

Em seguida, será preciso fazer a identificação e informar nome, CPF e uma forma de pagamento – cartão de débito, Pix ou pré-pago emitido por bancos parceiros. A instituição bancária verificará o cartão, por meio de envio para o usuário de código via SMS, e-mail ou aplicativo do próprio banco. Haverá um limite de 1.000 reais por transação e 5.000 reais por mês, com até 20 transações por dia.

A função de pagamentos para pessoas jurídicas será liberada posteriormente, assim que possível. Para receber pagamentos em um CNPJ pelo app, será necessário criar uma conta Cielo, para oferecer reembolsos, solicitar e receber pagamentos ilimitados e ter acesso ao suporte técnico. Para contas comerciais, não haverá limites para pagar ou receber. Pessoas jurídicas deverão pagar uma taxa fixa de 3,99% por transação.

Cuidado com fraudes e golpes

De acordo com a Federação Nacional dos Bancos (Febraban), mesmo antes da autorização do sistema de pagamentos via WhatsApp, o aplicativo já tem sido usado como plataforma para golpes e fraudes.

O golpe mais comum é a clonagem do App. Neste tipo de fraude, a vítima recebe uma mensagem pelo WhatsApp de uma pessoa que se identifica como funcionário de uma empresa de varejo ou e-commerce. O golpista solicita o código de segurança do aplicativo, informando ser necessário para realizar um procedimento de atualização, manutenção ou confirmação de cadastro. De posse deste código é possível replicar a conta de WhatsApp em outro celular. E, fazendo-se passar pela vítima, o criminoso passa a enviar mensagens para os contatos da vítima solicitando dinheiro emprestado, alegando situação de emergência, por transferência via Pix.

Outra fraude recorrente é a criação de um perfil falso. Neste caso, a estratégia utilizada é conseguir fotos, dados de usuários e números de celulares de contatos da vítima disponíveis na internet e nas redes sociais. A partir daí, alegando troca de número de telefone devido a um assalto ou outro tipo de incidente, o golpista envia mensagens para amigos e familiares da vítima e solicita dinheiro via Pix, informando tratar-se de uma emergência.

Caso você tenha sofrido alguns destes golpes:

  • Avise seus contatos o mais rápido possível;
  • Tente recuperar a conta, desinstalando e reinstalando o WhatsApp para obter um novo código de ativação; · Registre um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima ou por meio da Delegacia Virtual do Estado de Minas Gerais;
  • Em caso de clonagem, entre em contato com o suporte do WhatsApp.

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