28 de setembro de 2022
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NASA homenageia primeira engenheira e cientista negra

Por Luciana Sampaio

A sede da Agência Espacial dos Estados Unidos (NASA), em Washington, nos Estados Unidos, tem um novo nome: Edifício Mary W. Jackson. Essa é uma homenagem da organização à primeira engenheira e cientista negra da agência.

O gestor da NASA, Jim Bridenstine, destacou a importância de pessoas negras na instituição e afirmou que trabalha para aumentar a diversidade dentro da agência. “Sabemos que muitas pessoas de diferentes etnias e com diferentes histórias contribuíram para o nosso sucesso. A NASA se dedica ao avanço da diversidade e continuaremos a tomar medidas para fazê-lo acontecer”, declarou.

Mas quem foi Mary W. Jackson? Nascida em 1921, ela graduou-se na Universidade Hampton e passou a ensinar em Maryland. Em 1951, iniciou a carreira no National Advisory Committee for Aeronautics (NACA), como matemática no Langley Research Center. Em 1953, ela foi transferida para o Compressibility Research Division e, depois de cinco anos na NASA e de vários cursos de extensão, foi designada para um programa especial de treinamento, no qual foi promovida a engenheira aeroespacial.

Depois de 34 anos de trabalho na instituição e de ter alcançado o nível máximo da carreira de engenheira, sem ter se tornado supervisora, ela decidiu pela redução do seu salário e mudou de posto para tornar-se a gestora de programas como o Federal Women´s Program, no Escritório de Oportunidades Iguais e o Programa de Ações Afirmativas, com o objetivo de abrir espaço para outras mulheres e representantes de minorias, na NASA. Mary W. Jackson aposentou-se em 1985, aos 64 anos.

Com uma história emblemática, a matemática e engenheira aeroespacial foi interpretada no filme Hidden Figures (Elementos Secretos), lançado em 2016, sobre as três cientistas negras da NASA que calcularam as trajetórias de voo do Projeto Mercury e do Apolo 11, na década de 1960. Mary foi interpretada pela cantora e artista visual Janelle Monáe.