8 de dezembro de 2022
Notícias Tecnologia

O que é a Lacuna Digital e como reduzi-la?

Por Fernanda Nazaré  

Indo direto ao ponto, a resposta para a pergunta do título é: Lacuna Digital é a expressão que se dá quando as diferenças socioeconômicas são tão grandes que “abre-se uma lacuna” entre as pessoas que conseguem ter acesso à internet, infraestrutura de ponta e as que nem vislumbram a possibilidade de ter um smartphone, muito menos com acesso à rede 3G. Essa situação ficou mais evidente ainda com a pandemia, quando a maioria das pessoas precisou trabalhar via home office e as crianças tiveram que estudar em casa; tudo via internet. Todo mundo teve acesso?  

De acordo com a Internet World Stats, um site internacional especializado em pesquisar a evolução do mundo digital e seu comportamento, o acesso à internet é muito diferente de acordo com a variação de território. Na África, essa penetração é de 43%, enquanto na América do Norte é de 89,9%, na Europa 87,1% e na América Latina e Caribe é de 72,4%. O custo da implantação da internet em regiões remotas, rurais ou em desenvolvimento é imenso, o que dificulta muito o acesso a algumas faixas da população. 

Vale lembrar que a lacuna se abre não apenas quando não há acesso, mas também quando não existe ensino para o uso de novas tecnologias. Isso separa pessoas como se estivessem em planetas diferentes por conhecimentos triviais, como uma saber enviar um e-mail e a outra não ter ideia por onde começar.  

Ah! E antes de passar para o próximo tópico, não vamos esquecer da lacuna que se abre também quando envolvemos pessoas com deficiência. Os aparelhos eletrônicos ainda têm muito o que avançar – principalmente em preços mais acessíveis – para facilitar a vida digital de um cego ou alguém com paralisia nas mãos, por exemplo.  

Tem solução?

A solução para muitos entraves da vida costuma ser uma fórmula: vontade + dinheiro, certo? O caso aqui não é muito diferente e exige uma coordenação de esforços da iniciativa pública e privada para incentivarem setores nos quais os investimentos ainda não são suficientes para suprir a lacuna digital, como é no caso da América Latina.  

Segundo dados do ano de 2019, 244 milhões de latino-americanos – 38% da população – não tinham acesso à internet. Pela estimativa da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), da qual alguns países do continente fazem parte, estima-se que os investimentos deveriam ser da ordem de US$ 160 bilhões para fechar a lacuna até 2025. 

A ONU (Organização das Nações Unidas) também estuda maneiras de contribuir para ampliar o acesso à tecnologia e afirma que, mesmo se os países cumprirem os índices de acessibilidade definidos por eles ainda terão entraves socioeconômicos. Manter um serviço de internet pode exigir até 40% da renda de famílias de recursos mais escassos. 

Na tentativa de ser mais um reforço para reverter as lacunas, foram criados Fundos de Serviço Universal. Eles são executados por meio de vários programas de expansão da infraestrutura, desenvolvimento de habilidades digitais, subsídios a dispositivos e terminais e acesso gratuito à internet em espaços públicos que se nutrem com os aportes dos prestadores de serviços de telecomunicações, que têm a obrigação de contribuir com uma percentagem (geralmente entre 1% e 5%). 

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