25 de setembro de 2022
Colunas ideias.futuro

Dividindo espaço com um robô

Você certamente deve ter se deparado com o seguinte vídeo publicado no final de 2020: um grupo de robôs extremamente coreografados dançando ao som de Do You Love Me.

Os movimentos coordenados, bem humanos, o equilíbrio dos robôs é o que mais nos impressiona nesse vídeo. Mesmo vivendo diversos avanços tecnológicos, ainda nos impressionamos com imagens como esta.

Vale relembrar que há pouco mais de dez anos, tivemos o lançamento de um robô humanoide da Honda que de forma impressionante subia escadas. A seguir o vídeo desse lançamento que, como você pode ver, não deu muito certo:

A empresa responsável por aqueles robôs do primeiro vídeo é a Boston Dynamics, uma das empresas de maior visibilidade atualmente na robótica. A empresa surgiu como um spin-off do MIT e já teve como proprietárias o Google, a japonesa Softbank e agora a Hyundai.

Os robôs conseguem identificar obstáculos e tomar a decisão de pular ou desviar, identificam escadas e conseguem subir os degraus (sem cair!), recebem ordens, carregam objetos e interpretam o meio que estão com uma exatidão única. Atualmente, a empresa vende seus produtos principalmente para atuarem no estoque e armazém de empresas.

Estudiosos do futuro ou apenas interessados em tecnologia já dizem que os robôs substituirão qualquer atividade que seja mecânica. Eles conseguem fazer essas atividades muito melhor que os humanos, com menos chance de erros. Os futuristas mais ousados dizem que até atividades mais criativas os robôs serão capazes de ocupar.

Se você não acredita, assista a palestra no TEDxOxford feita pela Ai-da em 2020, a primeira robô artista do mundo que já teve uma exibição completa das suas obras:

Talvez não seja amanhã ou no próximo ano ainda que você estará sentado em um escritório dividindo uma bancada de trabalho com um robô humanoide. Você pode até não perceber, mas ele já está contigo em algum software que você utiliza, analisando dados que você precisa, em alguma máquina do seu local de trabalho.

O que significa (e o que significará) dividir nossos espaços e nossas funções com robôs?

Ross Goodwin, um escritor e poeta que já utiliza inteligência artificial para escrever muitos dos seus scripts e textos, possui uma fala muito interessante que pode nos ajudar nessa resposta:

“Quando ensinamos computadores a escrever, os computadores não nos substituem da mesma forma que pianos não substituem pianistas – de certa forma, eles se tornam nossa caneta e nos tornamos mais que escritores. Nos tornamos escritores de escritores”.

Vamos ter que aprender a ser engenheiros de robôs engenheiros. Pintores de robôs pintores. Médicos de robôs médicos. Humanos de robôs humanos.

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