8 de dezembro de 2022
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Crescimento das Fintechs gera oportunidades para jovens profissionais

A modernização dos serviços financeiros está cada vez mais acelerada, e o público que os utiliza é cada vez maior e mais exigente. É nesse contexto que se justifica o crescimento das chamadas Fintechs, que são startups da área financeira que têm uso intensivo da tecnologia como característica principal.

O relatório “2021 Global Fintech Rankings”, produzido pela empresa de pesquisa Findexable, trouxe uma lista dos países com os maiores ecossistemas para Fintechs. Segundo o documento, o Brasil ocupa a 1ª posição na América Latina. No cenário mundial, o país aparece em 14º, subindo cinco posições em relação à edição de 2020 do relatório. E os especialistas projetam que o crescimento deva ser ainda maior nos próximos anos.

Um dos principais fatores que explicam esse salto é a praticidade que oferecem aos usuários, que passam a ter acesso a grande maioria das consultas e transações financeiras sem a burocracia das instituições tradicionais. Mas Franz Petrucelli, que é Mestre em administração e professor de Gestão, Tecnologia e Empreendedorismo no Centro Universitário Newton Paiva, chama atenção para a segurança como outro atrativo importante.

“Por serem majoritariamente digitais, as Fintechs investem fortemente em tecnologias para preservar a segurança do usuário. Ferramentas como o reconhecimento facial, por exemplo, que estão cada vez mais difundidas no mercado, vieram para minimizar ao máximo o risco de vazamentos e fraudes. A sensação de segurança que proporcionam resulta em uma maior aderência por parte do público”, explica.

Outro diferencial das Fintechs em relação aos bancos tradicionais é oferecer a custos mais baixos ou até gratuitamente serviços que costumavam ser pagos. “Atualmente, observamos uma alta demanda por economia. Pagar uma mensalidade a um banco, por exemplo, já não faz mais parte da realidade do usuário moderno”, avalia o especialista.

Mercado de trabalho

O reflexo do crescimento das Fintechs no mercado de trabalho já é uma realidade. Segundo um levantamento da Gupy, houve um crescimento de 466% na disponibilidade de vagas em startups da área financeira entre 2020 e 2021. A pesquisa informa ainda que os setores que mais empregam são tecnologia, comercial, produto e inovação.

Na avaliação de Petrucelli, as Fintechs devem estar no radar dos profissionais que estão chegando ao mercado. “Além de oferecer boas condições e salários, elas representam uma boa oportunidade de estar em contato direto sobre o que há de mais moderno em termos de ferramentas e softwares. Por serem ambientes que investem tanto em tecnologia e segurança, atuar nelas é uma experiência que agrega de forma significativa para o currículo de qualquer profissional, ao permitir que ele se mantenha sempre atualizado”, recomenda o professor da Newton Paiva.

Sobre as formas de iniciar uma carreira em uma Fintech, o professor destaca os cursos de Administração, Ciências Contábeis, Ciência da Computação, Programação, além de especializações na área de finanças, que podem ser diferenciais importantes. No entanto, ele ressalta que é preciso ir além da formação acadêmica. “Além do conhecimento técnico, esse tipo de empresa valoriza competências complementares como a capacidade de se adaptar e resolver problemas, o espírito de liderança e também a administração da expectativa de clientes cada vez mais exigentes”, finaliza.

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